<em>Times</em> denuncia <em>lobbying</em>
Poderosas empresas e representantes de interesses privados financiam grupos de parlamentares britânicos, condicionando o conteúdo de relatórios sobre matérias relacionadas com as suas actividades.
Segundo uma apurou investigação do jornal Times, a indústria nuclear, farmacêutica ou de bebidas tem financiado e mesmo redigido alguns destes relatórios em nome dos tais grupos parlamentares em que participam deputados de todos os partidos (All-party groups, APG). O diário afirma que, entre os cerca de 300 grupos existentes no país, 93 são total ou parcialmente financiados por organizações comerciais e empresas.
Apesar de os APG não disporem de poderes formais, a sua influência é grande já que para além de produzirem relatórios, fazem recomendações sobre a política do governo, promovem campanhas de informação e auditam os membros do executivo.
Recentemente, um destes grupos, que publicou um estudo sobre a ameaça das grandes superfícies comerciais, foi financiado pela Confederação do Comércio Independente. Outro APG recebe apoios da NIA, uma associação que reúne uma centena de empresas do sector nuclear. Um terceiro, referido pelo jornal, admitiu que o seu relatório foi redigido por grupos de pressão que trabalham para a indústria farmacêutica.
Segundo uma apurou investigação do jornal Times, a indústria nuclear, farmacêutica ou de bebidas tem financiado e mesmo redigido alguns destes relatórios em nome dos tais grupos parlamentares em que participam deputados de todos os partidos (All-party groups, APG). O diário afirma que, entre os cerca de 300 grupos existentes no país, 93 são total ou parcialmente financiados por organizações comerciais e empresas.
Apesar de os APG não disporem de poderes formais, a sua influência é grande já que para além de produzirem relatórios, fazem recomendações sobre a política do governo, promovem campanhas de informação e auditam os membros do executivo.
Recentemente, um destes grupos, que publicou um estudo sobre a ameaça das grandes superfícies comerciais, foi financiado pela Confederação do Comércio Independente. Outro APG recebe apoios da NIA, uma associação que reúne uma centena de empresas do sector nuclear. Um terceiro, referido pelo jornal, admitiu que o seu relatório foi redigido por grupos de pressão que trabalham para a indústria farmacêutica.